
A Comissão de Direito à Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), em conjunto com várias entidades representativas de profissionais da saúde, divulgou relatório sobre a inspeção realizada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia. A visita ocorreu no dia 15 de maio, com o objetivo de entender a razão para o alto número de contaminações pelo novo coronavírus por funcionários do local.
Durante a supervisão, os responsáveis pelo documento apontaram uma série de falhas e preocupações. Uma delas é a presença de apenas três funcionários de limpeza para toda a UPA, impossibilitando uma higienização entre cada atendimento em todos os consultórios.
Outro problema apontado no documento divulgado nesta quarta-feira (20/05) é a separação dos doentes com sintomas da Covid-19. A enfermeira que realiza a triagem relatou aos inspetores que, às vezes, recebe pacientes com problemas respiratórios, já que ele não relatou, ainda na recepção, a suspeita.
Além disso, o atendimento na tenda externa montada exclusivamente para realizar testes em suspeitos é realizado pelo mesmo enfermeiro que atua dentro da UPA. Isso contribui para uma possível infecção cruzada, segundo o relatório.
Foi constatado também que os equipamentos de proteção individual (EPIs) não estavam em falta, mas eram controlados. Alguns servidores disseram que estavam há 15 dias usando a mesma máscara, por exemplo.
Procurado, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) não havia se posicionado sobre o documento até a última atualização da reportagem. O espaço está aberto para manifestações.



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